Um olhar sobre o design feito em Minas

Atualizado: Ago 9

Mostra 100% Minas reúne a recente e diversa criação dos designers mineiros.

João Elias e Mônica Boscarino | Foto: Barbara Dutra

A gente quer valorizar os designers que trabalham em Minas e também mostrar que estes profissionais têm um trabalho de alto nível”, defende João, que apesar de ter formação em economia, há três anos está à frente do Espaço 670, “loja-galeria” localizada na Serra. O curador também defende que a mostra promove um diálogo entre o mobiliário conceitual e outro que transita por formas tradicionais. “Sempre me interessei pelo design que é feito com materiais inusitados e por peças conceituais. Mas também tem um grupo jovem que trabalha com uma proposta mais tradicional, usando muita madeira, por exemplo, que entra na mostra mais pelo olhar da Mônica”, explica. Diversidade e expressividade Há seis anos à frente da Anagrama, escritório de comunicação que atende a marcas e lojas de design, arquitetura e decoração, Mônica Boscarino, além de conhecer o mundo do design mineiro por dentro, se define também como uma pessoa atenta e sempre um busca o novo. “Fizemos uma seleção de peças de designers que possuem um forte traço autoral e que estão começando, muitas vezes produzindo em baixa escala em seu próprio ateliê. Mas para mostrar a diversidade e expressividade do que é feito em Minas, haverá também peças de designers que já possuem uma trajetória mais consolidada e que coincidentemente, estão lançando produtos neste momento”, explica Boscarino.

Foto: Bárbara Dutra

Além disso, a curadora garante que o público pode esperar, além de assinaturas fortes, um mobiliário bem executado, com acabamento impecável. “Prezo muito pelo acabamento, o encaixe perfeito, a costura de alfaiataria, por pequenos detalhes da construção de uma peça. Estas marcas trazem isso, e por isso conseguem competir. Além de possuírem bom design, as peças são muito bem executadas”, defende. Renovação e efervescência

Foto: Bárbara Dutra

Para o Diretor da Casa Cor MinasEduardo Faleiro, a mostra é uma ação que representa a constante renovação da CASA COR, que busca refletir este momento de efervescência criativa em Belo Horizonte. ”Uma marca com mais de 30 anos, como é o caso da CASA COR no Brasil, só se mantêm quando acompanha a realidade do mercado. É preciso estar sempre se renovando. Nada mais justo que mostrar o que está acontecendo em BH: é um momento especial de efervescência cultural em vários campos como o da música, ocupação de espaços públicos e também dodesign. Queremos evidenciar isso, também com a intenção de fazer com que os usuários e os consumidores da CASA COR tenham acesso, conheçam e reconheçam o design mineiro” destaca Eduardo. Até o local escolhido para a Mostra, o Guaja Casa, foi pensando com o propósito de evidenciar esse momento, uma vez que também faz parte desse movimento criativo da cidade.

Foto: Bárbara Dutra

Outro objetivo da realização da Mostra Casa Cor 100% Minas é o incentivo para que os profissionais das áreas de arquitetura e decoração, passem a valorizar a e adotar, cada vez mais, o design mineiro em seus trabalhos. ”Muitas vezes o profissional traz referências de fora, da Itália, tão de longe… porque ele nem sabe o que nós temos aqui. Então nós buscamos gerar essa oportunidade” conta Eduardo Faleiro. Ele também ressalta o quanto a produção mineira já conquistou espaço. “Há vinte anos atrás, quando teve início a edição da Casa Cor em Minas, era um profissional daqui e tudo mais o que se via era de fora: de São Paulo ou da Europa. Hoje, 70% de tudo que compõe a mostra é produzido aqui em Minas Gerais.” completa.

Foto: Barbara Dutra

Faleiro também destaca o crescimento da oferta e acesso ao mercado de arquitetura e decoração no Estado. “Antigamente, a Casa Cor era a única vitrine desse segmento. Hoje o mercado está maior e mais acessível aos públicos diversos. Por isso é importante criar oportunidades para que os profissionais daqui ganhem cada vez mais espaço e reconhecimento” pontua. Mostra 100% Minas Quando? 15 e 16 de junho – quarta e quinta-feira. Onde? Guaja Casa (Av. Afonso Pena, 2881 – Funcionários). Horário de visitação: 15/06 - 18h às 23h 16 e 17/06 - 10h às 17h. + sobre os designers da mostra

Ále Alvarenga | Ao transitar por diferentes campos do design – de jóias a equipamentos cirúrgicos, nos últimos anos vem se dedicando à relação entre moda e mobiliário.

Cultivado em Casa + Eduardo Fonseca | Fundado em 2013 e composto por Bárbara Meirelles, Diego Garavinni e Mikael Dutra, o estúdio constrói mobiliários explorando a relação entre os objetos e o espaço que nos cerca.

Estúdio Nim | Com produção artesanal e em pequena escala, o estúdio desenvolve peças decorativas delicadas, simples e que buscam trazer aconchego ao ambiente doméstico.

Estúdio Iludi | O escritório de criação desenvolve objetos “funcionais, atemporais e bem brasileiros”, como definem Luiz Costa e Rodrigo Irffi, fundadores da Iludi e arquitetos em formação.

Fernando Sá Motta | Na sua carreira já tem premiações e produtos desenvolvidos nas mais diversas áreascomo mobiliário, joalheria, eletrônicos, utilidades domésticas, equipamentos médico hospitalares, etc. Nessas premiações estão incluídos o 1° Premio Artefacto de Design, 1° Prêmio Samsung de Design e Auditions Anglogold Ashanti.

Juliana Vasconcellos e Matheus Barreto | O caráter forte e atemporal dos desenhos resulta em uma mescla de simplicidade e sofisticação. A escolha da matéria prima prioriza materiais autênticos, como madeira, pedras e metais, ora atrelados a materiais inusitados que, somados à manufatura artesanal, conferem alma às peças.

Miúda Mobília |  Os projetos da marca, com design contemporâneo e versátil, surgiram da vontade de proporcionar à criança momentos de tranquilidade, afeto e aprendizado, segundo as fundadoras Joana do Vale Dourado e Andréa Dutra.

Neobox | Danilo Lopes e Paula Gontijo desenvolvem os móveis da marca. Com acabamento impecável as peças são produzidas em madeira, aço e couro e prezam pela funcionalidade, ergonomia e beleza. 

Ofício Lenho | Criado em 2015 pelo artesão Danilo Faria, o estúdio produz mobiliários e outros produtos em madeira através de técnicas tradicionais da marcenaria.

Olavo Machado Neto | Por meio de uma produção privada, o designer produz tanto mobiliário quanto objetos de decoração que procuram inovar tanto nos materiais quanto nas formas ousadas.

Paulo Neves | Mais conhecido por seu trabalho como ceramista, o artista vem se dedicando à produção de luminárias feitas com placas de circuito impresso que seriam descartadas. Porfírio Valladares | Bastante premiado ao longo de sua carreira, o designer já levou para casa o Prêmio Movesp de Design (1990), Prêmio Museu da Casa Brasileira (1994) e Concurso Mercosul (2007) entre outros. Seu trabalho é conhecido pela elegância de estilo, principalmente quando está produzindo em seu material favorito: a madeira.

Ricardo Rangel |O uso predominante da madeira em suas peças revela a preferência do material pelo designer. Ricardo se inspira em designers modernistas brasileiros, como, Jorge Zalzuspin, Carlos Motta,  Sérgio Rodrigues e seu pai, Ronaldo Rangel que, ao longo dos anos, adquiriu uma identidade forte nos desenhos de seus mobiliários.

Thales Pimenta | Ao propor o que chama de “design-desapego”, o criador desenvolve, entre outros projetos, um mobiliário altamente conceitual aproveitando objetos descartáveis.

Tomada | Suas luminárias passam por um processo de criação totalmente artesanal que une arte e design a materiais pouco convencionais. Henrique Cançado e Danilo Gomes estão à frente da marca.

Virgínia Jardim | Desde 2013, a arquiteta  vem se dedicando à oficina de marcenaria desenvolvendo um mobiliário ligado às tradições brasileiras.

Everton Funghi e Samuel Mendes | Além de peças de mobiliário e decoração dos designers mineiros, o Estúdio exOptico formado pelo duo Everton Funghi e Samuel Mendes apresentarão um registro fotográfico com algumas peças apresentadas na mostra. A divulgação da mostra foi feita pela Anagrama: convites virtuais, e-mail marketing, elaboração de release, produção de conteúdo para mídias sociais.

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